quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Por que não devo pagar a Ponte 25 de Abril?

Meus caros amigos, penso que é tempo de fazermos alguma coisa para resolver de uma vez por todas este problema "ponteagudo" que se designa por:

Não há entradas livres em Lisboa para quem venha da Margem Sul.

Pelo menos não as conheço. Ou se conhecer alguma, serão sempre demasiados quilómetros de estrada para que a escolha o justifique, para que o tempo o permita, ou para que a carteira aguente (sim, porque os km pagam-se, de diversas maneiras, diga-se).

Gostaria que este espaço servisse para uma troca de ideias que poderão servir de base para uma acção concertada, estruturada e séria que minimize os danos, despesas e o custo de vida daqueles que todos os dias têm da passar pelo calvário das portagens, pela injustiça de pagar por uma passagem que serve a todos, nem que seja uma vez por ano, mas que acima de tudo serve o país.

Não incluirei, a não ser que este debate demonstre essa necessidade, a travessia da Ponte Vasco da Gama, pois esta serve 2 Auto-estradas e serve, acima de tudo para retirar o tráfego do Centro de Lisboa. Já o caso da Ponte 25 de Abril é diferente. As pessoas das cidades e povoações da Margem Sul usam-na diariamente pelas necessidades que abaixo se descrevem e que espero que o debate concretize, complete, acrescente, enfim.



Só para lançar o debate:

Quem quiser entrar em Lisboa pela Margem Sul, tem 4 opções:

1) Travessia da Ponte 25 de Abril - com portagem;
2) Travessia da Ponte Vasco da Gama - com Portagem;
3) Travessia por Barco (Ferryboat - Cacilhas) - paga bilhete de travessia;
4) Ruma a Porto Alto, atravessa a Ponte de Vila Franca de Xira e regressa pela A1, onde pagará o trajecto até Alverca, ou...

...então GRATUITAMENTE, virá pela Nacional 1 até Lisboa, onde poderá cantar vitória pelo seu grandioso feito. Contudo, estará sempre a entrar pela Margem Norte...!

Claro que, terá gasto alguns Euros...1/2 depósito de combustível. Afinal sempre são mais de 60 km (dependendo do local de partida), cerca de 1h de viagem, terá conseguido, apenas porque foi trabalhar, amortizar muito mais rapidamente o desgaste da sua viatura.

Esta Ponte, com os preços que pratica, constitui um "imposto" brutal que contra-natura afecta de uma forma igualmente brutal, as populações da Margem Sul.

Já agora, se é um imposto, deveria ter carácter nacional e abstracto? Será que é antes uma Taxa, com contrapartida directa e localizada?

Ainda hoje se discute a natureza de uma portagem que por alguém ter assinado um contrato de exploração de uma forma "mal amanhada", peca, não por que as pessoas não compreendam que a ponte tem que ter assistência, mas sim pelo facto de ter obrigado uma determinada região a pagá-la e de uma forma tal que lhe "sai do pelo", mas de uma forma...!

A minha pergunta é:

Vamos fazer alguma coisa? Vamos mesmo querer fazer alguma coisa?

Escreve actualmente uma Banda Portuguesa, no seu último álbum, uma letra dedicada ao espírito empreendedor do povo deste nosso Portugal, que reflecte (a meu ver bem) o que até agora se fez para mudar esta situação.
A letra em causa é de uma canção que se chama"Bora Lá Fazer A P(#)ta da Revolução?" e no final conclui-se, que já, já não, porque agora vai dar...o Benfica na televisão...

Está lançado o mote. Cá vos espero, com uma única garantia.

Eu quero fazer alguma coisa.

2 comentários:

Anónimo disse...

Caro Por que não ...?

Já deve ter percebido hoje, 14 de Setembro, "por que não".
Os portugueses são alegres e gostam de dar, mesmo para peditórios sem objectivo. Assim, mais gostam de pagar, ainda que sem justificação, quando o objectivo é claro: obter receitas o Estado (leia-se Governo) e/ou lucros para a concessionária.
Mas alegre-se meu Caro pois todo o sistema está cheio de lógica:
Discrimina;
sacrifica quem trabalha(como se pudessemos escolher o local!);
dá borlas (o Estado, não a concessionária) para o lazer da margem norte (Agosto);
aplica taxas diferenciadas por motivos estranhos ao desgaste, funcionamento, manutenção e vantagem do utilizador;
não apresenta qualquer coerência com o sistema de preços por km de outras acessibilidades;

Para não falar do estafado, mas tão verdadeiro, argumento a que alude: estando já pago o bem a utilizar a manutenção do esforço aproxima o pagamento de um verdadeiro imposto.

Pois. Fazer alguma coisa!!?? Vamos pensar nisso, mas não hoje que quero ver as paixões proibidas!

Olhe lá!Já agora; onde escondeu os outros comentários?

Que pensou fazer para divulgar o blog e obter leitores e adesões?
Referenciou outras entidades com preocupações e/ou objectivos idênticos aos seus?
Tem exemplos de acessibilidades idênticas com regime igual ou contrastante?

Vá pensando nisso que eu ajudo.

Anónimo disse...

Bom dia

A ponte não é 25 de abril é Salazar.

Se fosse Salazar já não se pagava há muito tempo.

Mudem-lhe o nome que, com a vergonha põem-na à borla!

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